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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Considerações

Olá pessoal, no útimo artigo defendi o uso cotidiano do elogio mostrando seus benefícios e os danos causados pelas crítcas vazias, no lugar destas, sugeri o feedback.

Você já parou para analisar as seguintes perguntas...

O que vem a ser um feedback?
Quais observações devo fazer antes de iniciá-lo?
Como dar um feedback de forma assertiva?
Primeiro vamos ao conceito: Em seguida responderei as questões.

Feedback


                                    Por: Michelle Bizarria – michellebizarria@bol.com.br

Um poderoso instrumento da comunicação utilizado na gestão de pessoas cujo objetivo é modelar, conduzir, guiar, nortear, orientar, corrigir e alinhar comportamentos.

 Em outras palavras, o OBJETIVO do feedback é PRODUZIR MUDANÇAS de COMPORTAMENTO(quando corretivo) ou ESTIMULAR  a repetição do mesmo quando positivo. Como diria Folkman:“Sem feedback, voamos às cegas”.

Sendo assim, feedback “negativo“ ou “crítico” assim denominados por alguns autores, deve ser entendido como construtivo ou corretivo diferentemente da crítica vazia (que nada tem a ver com o feedback e sim com um hábito cultural), como defendi no artigo anterior.No entanto, o “recebimento” de um feedback poderá acionar mecanismos de defesa por parte de quem recebe ou gerar um leve desconforto por parte de quem faz, correndo o risco de perder sua eficácia. Por isso antes de fazê-lo é necessário alinhar o seu posicionamento com o resultado desejado.

O que poderá ser feito da seguinte maneira:

·    Tenha em mente a real intenção: produzir mudanças de comportamento  de forma positiva.
·    Procure agir com empatia, de forma clara, concisa e respeitosa.
·    Faça no momento exato em que ocorreu o comportamento, não deixe passar muitos dias, meses ou anos. Mas certifique-se da disposição do outro para ouvir, se estiver “fora de si”, espere o momento adequado (válido tanto para quem faz quanto para quem irá receber).

·    Quando corretivo, evite fazê-lo frente a uma platéia, o que pode gerar constrangimentos e se conduzido de forma inadequada pode acabar ensejando processo judicial por danos morais.
·     Fique atento as reações.
·     Não fale da pessoa e sim do comportamento.
·     Fale sobre os benefícios ganhos com uma nova postura.
·     Não imponha soluções!
·     Conduza, direcione ,sugira, aponte o caminho.
·     Seja objetivo, prático e assertivo. Focalize o comportamento em questão.
·     Ao focar o comportamento, fale sobre os SEUS sentimentos ou resultados.
·     Não julgue ou recrimine, não somos donos da verdade!
·     Não condene o todo pelas partes, lembre-se o foco é o comportamento (parte) e não a pessoa ou sua identidade (o todo).
·    Esteja aberto para também receber feedback, a receptividade gera empatia, aproximação o que facilita o processo da comunicação.
·    Para encerrar, dê tempo ao outro para que ele possa absorver ou “digerir” o que foi dito.

É importante mesclar elogios e “críticas” na hora de corrigir um comportamento, dessa forma você desarma eventuais defensivas.
Feitas as observações, vamos a um exemplo prático de feedback corretivo:
João um líder muito comunicativo, no entanto, sempre encerra suas reuniões antes de ouvir seu subordinado Marcos.
Situação delicada, como dar um feedback corretivo para seu líder?
Vamos lá...
1.   Comece elogiando: Seja franco (o)! Considere o potencial ou habilidade da pessoa. Valorizando e desarmando:
João, você é uma pessoa determinada e possuí uma notável habilidade em comunicar-se com os demais, isso torna sua liderança mais próxima...

2.   Fale sobre o comportamento e seus sentimentos em relação ao mesmo. De forma educada, elegante e esteja atento ao seu tom de voz e gestos.
Ocorre que em nossas reuniões não tenho tido a oportunidade para também expressar as minhas idéias,
Comportamento:
 a mesma sempre é encerrada antes que eu possa manifestá-las; isso me faz sentir desvalorizado ou com que minhas opiniões não tenham valor.
Sugerindo um novo comportamento: Gostaria que chegássemos a um consenso para o nosso maior entendimento: você comunicando suas idéias, eu acrescentando minhas opiniões no final de nossas conversas antes do encerramento.

3.   Fale sobre os ganhos da nova postura e mostre as perdas, caso não aja mudanças, termine com outro elogio:

Ganhos: Assim sendo, nossos diálogos seriam enriquecedores e a nossa comunicação agregadora.
Perdas: Caso contrário, ”nossa” comunicação continuaria um monólogo e o as soluções seriam frutos de uma decisão monocrática, impossibilitando o crescimento para ambas as partes.
Elogio: João o que gosto mais em você é a capacidade que tens para mudanças e a disposição para rever posicionamentos.
Preste atenção as reações e observe se o outro tem algo a dizer, então hora de se retirar.
Atenção a congruência entre suas palavras, gestos e a real intenção. Lembrando que a resposta poderá não vir por meio de palavras e sim por mudanças, que nem sempre são fáceis. Tenha paciência, respeite os limites do outro.
Vale salientar que embora o feedback seja um termo do contexto organizacional a sua utilização não se restringe apenas a esse meio, afinal, o mesmo é um instrumento que permite maior eficácia comunicação entre pessoas, o que permite agregar valor em nossas relações como um todo. Sendo assim, usufrua seus benefícios.
Um grande abraço,
Eu acredito que ninguém é perfeito, nem tão imperfeito que não seja capaz,
Competente ou não tenha potencial para desenvolver suas habilidades.
Michelle Bizarria.



quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Criticar ou elogiar... E agora?



Por: Michelle Bizarria – michellebizarria@bol.com.br
Vivemos em uma cultura onde a crítica tornou-se corriqueira, um hábito cotidiano, sobretudo, no ambiente organizacional onde a competitividade é estimulada de forma constante, o resultado (?), quando alguém faz um elogio é visto com desconfiança e rotulado como puxa saco.
Temos aqui uma crença errônea, que precisa ser eliminada.
O elogio percebido como sincero é capaz de produzir notáveis mudanças no comportamento. Todo ser humano gosta de ser elogiado, isso é indiscutível. Contudo, não fique surpreso se ao fazer um elogio receber de volta um olhar ou expressão incrédula, além de não fazermos elogios, desaprendemos a recebê-los.
 Mas e as críticas?
Primeiro vamos ao conceito; segundo Aurélio, um grande amigo...
Crítica: Ato de criticar, avaliar ou julgar; sensura.
Agora que você já sabe o conceito, responda a seguinte pergunta:
Você conhece algum ser humano que gosta de ser julgado ou sensurado?
Resposta: Nem eu!
Ao estudarmos um pouco de psicologia comportamental, descobrimos que críticas geram comportamento defensivo, agressivo e/ou afastamento. Se a sua intenção é corrigir um comportamento o feedback é o ideal.
Conclusão:
 Se não puder, souber ou estiver disposto a desenvolver essa habilidade (elogiar) de forma sincera, honesta, valorizando o potencial e as habilidades alheias, então é melhor manter a boca fechada!
Um grande abraço,
Eu acredito que ninguém é perfeito, nem tão imperfeito que não seja capaz,
Competente ou não tenha potencial para desenvolver suas habilidades.
Michelle Bizarria.

Próximo assunto: Feedback.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

SER O MELHOR OU DAR O MELHOR DE SI? Eis, o grande dilema.

Por: Michelle Bizarria- michellebizarria@bol.com.br

No cenário competitivo que vivemos somos bombardeados a todo instante com o seguinte comando: SEJA O MELHOR, ocorre que ser o melhor é subestimar o potencial e capacidade alheia, julgar que o outro não é bom o bastante para estar em igual posição. Sabemos que todo ser humano é dotado de potencial e habilidades para conseguir aquilo que deseja, sendo assim, estamos em iguais condições.
Ser o melhor é depender do julgamento de outrem onde os critérios nem sempre são os mais justos,  pressupondo competição,  que em muitos momentos pode gerar um comportamento neurótico, desleal, chegando a ferir a ética dos relacionamentos humanos, cujo o ponto de partida, é  superar os próprios limites para  vencer os limites do outro.
 A segunda opção, DAR O MELHOR DE SI, o ponto de partida é o que você tem que pode, deve e/ou precisa ser melhorado. É trabalhar, desenvolvendo SEU potencial e habilidades onde a opinião ou julgamento alheio não fazem a menor diferença, não há competição. Você utiliza os próprios recursos para quebrar barreiras que foram construídas ao longo da sua caminhada, reestruturando crenças, modificando comportamentos, eliminando hábitos, ressignificando sua vida. Aqui você supera seus limites para vencer a si mesmo.
Percebe que ambos produzem resultados?
 A diferença consiste no comportamento gerado, no foco das ações, no direcionamento dos recursos e na qualidade dos relacionamentos inter e intrapessoal  que você desenvolve.
É um dilema cuja resposta vai depender dos seus valores, seja qual for a sua escolha lembre-se: Chegar ao pódio é fácil...difícil é permanecer nele.
Um grande abraço,
Eu acredito que ninguém é perfeito nem tão imperfeito que não seja capaz,
competente ou não tenha potencial para desenvolver suas habilidades.
Michelle Bizarria.

Um breve comentário

 
Entre a "minha verdade" e a "sua" verdade há um vácuo, cada uma enxerga o mundo de acordo com suas percepções, crenças, paradigmas, cultura.Isso é algo subjetivo, em se trantando de Direito o que conta é a VERDADE REAL dos fatos, exatmente ...pela subjetivade das nossas verdades.Vale ressaltar que o contraditório e a ampla defesa e um direito constitucional, ao aplicar essas "regrinhas" em nossas vidas deixaremos de lado os pré-julgamentos decorridos muitas vezes de uma análise superficial e subjetiva pois, NADA É O QUE PARECE SER.
 
"In dubio pro reo"/ Na dúvida, pelo réu.

Um grande abraço,
Michelle Bizarria.

Liderança assertiva no contexto organizacional



Por: Michelle Bizarria- michellebizarria@bol.com.br

Tornou-se “uma febre” a propagação de artigos, livros, cursos e escolas sobre liderança no cenário organizacional e mundial. Considerada indispensável à gestão de recursos humanos e uma competência supervalorizada nos dias atuais.

A liderança assertiva tem como requisito a lucidez e o humanismo na condução de suas relações na busca pela realização dos objetivos organizacionais.Liderar pessoas é desenvolver uma percepção aguçada e um olhar holístico sobre o ser humano e seus comportamentos, Para exercer uma liderança assertiva é preciso transmitir credibilidade, ética, coesão, simplicidade, empatia e humanismo em suas relações valorizando o seu maior patrimônio: as pessoas, primando por um ambiente de confiança, cordialidade e respeito. Reconhecendo que cada liderado (ser humano) tem a sua necessidade, que o mesmo passa mais tempo em uma organização que desfrutando da vida familiar, eis aqui, o grande motivo para propiciar um ambiente saudável (papel do líder) que facilite o desenvolvimento daqueles, possibilitando sua permanência na organização sem que isso afete sua saúde psíquica, emocional e física.Vale ressaltar que liderar pessoas de forma assertiva é algo complexo que requer do líder uma atitude de bom senso, sobriedade e congruência em suas atitudes, palavras e comportamentos. Habilidade de relacionamentos inter e intrapessoal, estar apto a aprender com seus liderados, ser agregador, contornar resistências, gerenciar eventuais conflitos tendo a consciência que liderar pessoas é liderar emoções, lidar com egos e vaidade (seu e dos outros); é imprescindível ao líder um estudo sobre psicologia, comportamento dos grupos e suas variáveis.

Sendo assim, para liderar assertivamente é preciso:

• Ter a consciência de que pessoas agem respaldadas em seus humores, suas emoções, estas por sua vez originam-se em suas percepções de mundo (dogmas, paradigmas, cultura).
 • Fazer as devidas correções no momento exato.
• Oferecer e pedir feedback ao seus liderados.
• Estar atento as mudanças no clima organizacional.
• Saber ouvir.
• Ser estratégico.
• Ser exemplo positivo ou um ponto de referência naquilo que faz.
• Saber o momento em que é preciso focar tarefas e quando focar pessoas.
• Desenvolver habilidades e potencialidades de seus liderados, treinando e desenvolvendo-os.
• Delegar poder quando necessário e acompanhar.
• Saber trabalhar em equipe e lidar com pressões psicológicas.
• Administrar pessoas, tarefas e prazos.
• Adaptar seu estilo de liderança a cultura organizacional.
• Aprender a aprender.
• Buscar o aprimoramento de suas
competências técnicas e comportamentais (autodesenvolvimento).

Como vimos, liderar não é algo tão simples muito menos fácil, tão pouco um conto de fadas, conforme muitos afirmam; um processo que envolve líder, liderados e variáveis organizacionais. Sendo assim, liderança assertiva nesse contexto é uma forma eficiente de conduzir pessoas a resultados eficazes levando em consideração à cultura da organização, o tipo de trabalho a ser desenvolvido e o grau de maturidade das pessoas; percepção essa, fruto da maturidade profissional e pessoal do líder, observação, estudos, flexibilidade e desenvolvimento.

Liderar assertivamente não significa ser bonzinho, herói, chefe, tirano ou um tipo específico de liderança e sim tornar-se humano, lúcido e consciente de suas limitações. Humanizar relações, produzir resultados (gerando lucros), para garantir sua vaga no mercado de trabalho.

Um grande abraço,

Michelle Bizarria.

Problemas: Mudança de foco


Por: Michelle Bizarria- michellebizarria@bol.com.br

Eu não sei a sua história...ainda assim, acredito que como todos os outros seres mortais você também problemas o que não é exclusividade...

A pergunta que faço é a seguinte:

Quanto tempo você perde pensando no problema enquanto o mesmo poderia ser gasto na busca pela solução????

Acha que tua vida é difícil????

Tá fazendo o que para melhorar ???

Se você vasculhar o teu passado com carinho acredito que encontrarás um momentos ou vários em que a superação foi a sua marca, aquele momento em que o orgulho de si mesmo foi tão grande que os aplausos que você ouvia....eram os seus.

Que tal voltar a esse momento e trazê-lo a sua memória agora??
E deixá-lo como âncora para as tuas próximas realizações.

É simples, toda vez que tiver um problema de difícil solução e que estiver prestes a desistir, volte ao passado e traga a sua mente esses momentos de superação, feche os olhos e reviva-os de forma intensa com todos os seus sentidos...

Pratique isso até tornar-se um hábito,
Então depois você me conta o que aconteceu......rsrsrsrrs.

Um grande abraço e excelente fim de semana.